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POR QUE ENSINAR MEU FILHO A AMARRAR O CADARÇO?

17.Outubro.2018
 
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O desenvolvimento das crianças é algo gradativo, que só é possível de maneira plena a partir de um trabalho integrado entre pais e escola. De forma completamente inconsciente, muitas delas acabam se acomodando no fato de que, por serem crianças, sempre haverá alguém para fazer algo por elas. E, sim, de fato enquanto o forem, haverá, mas será que essa forma de educar é saudável e as está realmente preparando para enfrentar os desafios futuros na vida?


DELEGAR RESPONSABILIDADES

Delegar funções básicas, as quais as crianças já possuem plenas condições de realizar sozinhas, claro, com segurança, é fundamental para que elas desenvolvam autonomia, sintam-se seguras e evoluam sempre, buscando soluções para os problemas que surgem no caminho, sejam eles pequenos ou grandes. Isso gera autoconfiança, que, por sua vez, precisa ser alimentada diariamente. 

Do contrário, as chances de criar um ser humano frustrado, inseguro e infeliz são enormes. Afinal, se, desde criança, os pequenos não forem estimulados a esse desenvolvimento, se sentirão incapazes e desmotivados diante da primeira situação em que se depararem sem a presença dos pais. 

Muitos pequenos gestos praticados, também de forma inconsciente e automática, pelos adultos ao redor podem, ao invés de colaborar para o crescimento, estagná-lo. É preciso, em conjunto, pais e escola, dar votos de confiança e reforçar a capacidade intelectual de cada uma das crianças, valorizando-as, ensinando-as e corrigindo-as, sempre com amor e disciplina.

O CADARÇO


O exemplo básico de situação que se relaciona diretamente com o tema em questão é: o simples ato de amarrar o cadarço do tênis. 

As crianças têm um tempo para aprender e este deve ser respeitado, mas é preciso o incentivo, o ensinamento e o reforço quando ela acertar na missão que foi proposta. Esse estímulo faz toda a diferença e gera o senso de colaboração.

Aprender a amarrar o cadarço é apenas um dos hábitos de "sobrevivência" que, aos poucos, a criança deve adotar para ir adquirindo responsabilidade. Entre eles estão desde trocar de roupa sozinha, saber também guardá-las no lugar ou colocá-las no cesto de roupas sujas, escovar os dentes, pentear o cabelo, guardar os próprios brinquedos, até saber se comunicar dizendo "por favor", "bom dia" e "obrigado". Esses aspectos vão muito além de educação, são questões de sobrevivência.


Bons pais e boas instituições de ensino devem saber preparar suas crianças para enfrentar o mundo, sobreviver.

O exemplo é a chave para conseguir que seu filho se conscientize da importância dessas ações. Essas habilidades não são adquiridas pelos pequenos da noite para o dia, é necessário ter paciência e destinar tempo a eles, escutar suas diversas perguntas sobre cada pequeno detalhe de uma simples atividade.

Ensinar essas responsabilidades para criar autonomia, muitas vezes, pode doer nos pais, mas esses devem ter plena consciência e segurança de que estão no caminho certo para a educação de seus filhos, e podem, ainda, buscar orientação para ajustar a forma como conduzir esses processos.

ORIENTAÇÃO AOS PAIS

No Colégio Divino Salvador, por exemplo, dispomos de psicólogos especializados em educação infantil, que atuam na orientação e no acompanhamento dos alunos, podendo colaborar para formar, junto aos pais, uma estrutura sólida de como conduzir algumas situações difíceis, a fim de ajudar no desenvolvimento das crianças.

Um exemplo de situação difícil que pode acontecer é: a criança 'fazer birra' e não querer amarrar o cadarço sozinha (mesmo sabendo fazê-lo). Isso pode ocorrer porque, no fundo, ela gosta é da atenção que recebe quando os pais fazem isso para ela, da presença, mas é preciso enfrentar, manter-se ao lado dela no começo, para que ela não se sinta abandonada, mas, ainda assim, responsabilizá-la por aquela atividade.

A dificuldade dos próprios pais em abandonar algumas atividades que já podem ser exercidas pelos filhos é até um desafio maior, mas que precisa ser superado pelo bem das próprias crianças. E nesse aspecto, nossos psicólogos podem auxiliar bastante, transmitindo tranquilidade e segurança, além de tirar dúvidas e trabalhar todos os receios dos próprios pais.

AMADURECIMENTO

Ainda sobre os cadarços, é importante se atentar ao fato de que o problema não é somente as crianças, eventualmente, não saberem amarrá-los, mas, sim, estarem vulneráveis a não aprender a lutar com algo difícil, e não entenderem que, em muitas ocasiões, será necessário muito esforço para aprender algo novo, além do fato que, fora de casa, nem sempre haverá alguém disposto para ajudá-la nas suas responsabilidades.

Algumas ações básicas que mãe ou pai podem tomar desde cedo para impulsionar esse desenvolvimento e colaborar são: não comprar tênis de velcro, trocar os cadarços dos tênis por cadarços coloridos (que estimulam o interesse e podem ajudar as crianças que têm dificuldade em distinguir esquerda de direita - é mais fácil fazer referências a cores, claro) e até começar a delegar funções de forma gradativa.

Com o tempo, será possível perceber que delegar responsabilidades ajudará no amadurecimento dos filhos, fará também com que o dia renda mais, afinal, se cada criança ajudar, todos na casa conseguem mais tempo livre para aproveitarem os momentos juntos, por meio desse senso de colaboração, e trará ainda mais harmonia para o lar. Toda criança deve ter seus direitos, mas também seus deveres e responsabilidades, respeitar os pais e professores e, então, no resto do tempo aproveitar para brincar e curtir a fase.

PARCERIA ENTRE PAIS E COLÉGIO


No Colégio Divino Salvador trabalhamos para, em conjunto com os pais, transmitir esse senso de cidadania a cada aluno desde pequeno, para um futuro melhor para todos. As sementes plantadas desde cedo rendem muitos e bons frutos.

Amar é capacitar, acreditar, ensinar e preparar. Essa é a maior proteção que um pai pode dar a seu filho, subsídio necessário para que ele se fortaleça e aprenda a se proteger sozinho, um dia.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
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